Traduzido de Yoraikun

Capítulo 101: Prelúdio da conferencia

Por volta daquela hora, no salão oval, Rei Rudolph e seu ministro Dennis estavam se encarando. Por causa da tensão no ar, ambos tinham expressões de nervosismo em seus rostos. O primeiro a abrir a boca foi Dennis.

  • “Se as coisas procederem suavemente, seria ótimo, mas…”(Dennis)
  • “Sim, e por isso nós treinamos os heróis por meio ano.”(Rudolph)
  • “Como um trunfo… não é?”(Dennis)

Rudolph balança sua cabeça levemente.

  • “Não, o fato que nós invocamos os heróis é conhecimento comum por parte dos «Evila». Eles iram definitivamente estar atentos. É por isso que nós podemos usar as existências conhecidas como heróis para distraí-los.”(Rudolph)
  • “Isso é verdade. É provável que os «Evila» não serão capazes de tomar grandes ações nesse caso. O que você planeja fazer sobre aquele homem?”(Dennis)
  • “… Você fala do Judom?”(Rudolph)
  • “Claro”(Dennis)

Rudolf deu um baixo grunhido de reclamação, antes de deixa escapa uma risada.

  • “Aquele homem diz que eu sou muito mole, mas ele é pior do que eu sou. Isso vai ficar muito claro na reunião daqui uma semana.”(Rudolph)
  • “Mas aquele homem é o ex-aventureiro mais forte dos «Humas». Não são apenas suas habilidades, eu ouvi que ele também tem uma cabeça afiada sobre os ombros. Você está certo de que ele não está tramando nada?”(Dennis)

Dennis não gostava muito do Judom, mas ele não podia desconsiderar as conquistas e títulos que aquele homem deixou pra trás, também sua habilidade pessoal. Como ministro do rei, ele tinha que deixar de lado seus rancores.

  • “Ele ainda acredita em mim, mas os «Evila» irão definitivamente fazer um movimento. Nesse momento, ele vai perceber que era eu quem estava certo.”(Rudolph)
  • “Em duas semanas, nós iremos entrar a próxima era da história.”(Dennis)
  • “Sim, e embora possa parecer que os Heróis sejam nosso trunfo, nosso verdadeiro poder está na…”(Rudolph)

Ele começou a sussurrar quando…

Click clack click clack…

Ambos os homens viraram-se para os passos se aproximando deles pelas costas. Lá, um certo indivíduo estava em pé. Nenhum dos homens estava particularmente surpreso, como eles conheciam bem a pessoa parada diante deles. Além disso, aquela pessoa tinha permissão para entrar nessa área. Vendo-o, Rudolph falou.

  • “… Nosso verdadeiro Trunfo bem aqui.”(Rudolph)

Ele começou a rir pra si mesmo.





Alguns dias depois, um certo jovem ergueu a cabeça pra ver melhor a cena que acontecia em frente aos seus olhos.

  • (Aqueles são os heróis, dood… Onde eles estão indo numa hora como essa…dood?)

Ele tinha grandes óculos redondos e um longo cabelo azul que pendia pra baixo, como se pra mascarar seu próprio rosto. Sua aparência dava um certo ar amigável, e ele era o pintor com o qual Aoyama Taishi e os outros tornaram-se conhecidos no festival de nascimento de «Victorias», Nazaar Skride.

Cedo na manhã, ele se aproximou do castelo, sketchbook na mão, e começou a esboçar a magnifica construção. Mas arte mesmo, não era o objetivo dele. Sem levantar suspeitas, ele estava observando o castelo.

Logo, os «Humas» e os «Evila» iriam fazer uma reunião. Era altamente provável que alguém usaria aquilo como uma oportunidade pra interferir com um dos lados. Mesmo se aquele não fosse o caso, alguém pode tentar esgueirar sua influencia na reunião*. Obter informações sobre tais esquemas era o trabalho dado a ele.

(Srmitico: someone may try to worm their influence into the meeting* – realmente não consegui pensar numa tradução melhor pra isso. Se alguém conseguir, me diga.)

E nesse exato momento, pessoas que nunca deixavam o castelo cedo estavam rapidamente passando pelo portão, de modo a não chamar atenção alguma. Embora ele estivesse surpreso de que eram os Heróis, Nazaar confirmou que eles estavam tramando algo.

  • (Eu pensei mesmo que o Rei Rudolph estava planejando algo, mas ainda faltam dez dias pra reunião, dood. O que eles estão fazendo… dood?)(Nazaar)

Quando os heróis saíram, ele silenciosamente escondeu-se nas sombras e os assistiu atentamente. Parecia que todos os quatros Heróis estavam indo pra fora da cidade.

  • (Deve ter alguma mão trabalhando aqui, dood.)(Nazaar)

Pensando aqui, Nazaar começou riscar algo em seu sketchbook. Ele rapidamente desenhou um pequeno pássaro. Mas o pássaro, que deveria ser uma imagem no papel, repentinamente ganho uma terceira dimensão, e começou a voar pelo céu antes de descer pro ombro do Nazaar.

  • “Por favor, reporte esse assunto pra Kiri-chan o mais rápido possível, dood”(Nazaar)
  • “Chichichi!”(Pássaro)

O pássaro continuamente ergueu sua voz para indicar que havia entendido, antes de ir pro céu mais uma vez.

  • (Os movimentos no castelo estão me incomodando, mas aqui, eu deveria priorizar os Heróis.)(Nazaar)

Pensando aquilo, ele se virou pra direção que o grupo do Taishi tinha ido. Ele estava determinado a descobrir exatamente o que eles estavam planejando.





  • “É uma emergencia, minha suserana!”(Kiria)

Vendo a expressão de sua boa amiga que tinha repentinamente entrado em seu quarto, Maou Eveam sem querer obscureceu-se enquanto respondeu.

  • “O que te deixou tão em pânico, Kiria?”(Eveam)

Ela respirou fundo, e falou após baixar a cabeça.

  • “Eu me desculpo pela minha própria falta de conduta em entrar no seu quarto sem permissão. Mas há algo que eu sinto que deve chegar aos ouvidos de vossa majestade o mais rápido possível…”(Kiria)
  • “…O que aconteceu?”(Eveam)

Ela pergunta com uma expressão séria.

  • “Sim. A verdade é…”(Kiria)

Kiria olhou ao seu redor, e sussurrou a informação que possuía no ouvido da Eveam. E gradualmente, o rosto da Eveam ficou mais e mais sombrio.

  • “… O que!? Não, eu entendo… como eu pensei, os «Humas» estão fazendo um movimento…”(Eveam)

Irritada ela range os dentes, enquanto seus punhos tremem.

  • “Mas vossa majestade, há muitos motivos para a cautela deles, correto?”(Kiria)
  • “…Certo. Há o que aconteceu da última vez. É melhor que nós estejamos atentos também. Mas eles acabaram movendo os heróis deles afinal. O alvo deles é provavelmente…”(Eveam)
  • “Sim.”(Kiria)

Kiria engole a saliva dela.

  • “A destruição da nossa fronteira.”(Eveam)
  • “Significando a destruição da nossa ponte… certo?”(Kiria)
  • “É, agora que a ponde dos «Gabranth» deixou de existir, aquela é a única linha nos unindo ao resto do mundo.”(Eveam)
  • “Se durante a reunião, nós propusermos algo que desagrada os «Humas», então talvez eles irão ameaçar derrubar a ponte no esquecimento.”(Kiria)
  • “O trunfo dos «Humas». Se o inimigo natural dos «Evilas», os Quatro Heróis, estão estacionados ao lado da ponte, então não há duvidas.”(Eveam)

Na verdade, Eveam previu que os «Humas» fariam alguma coisa como essa. Se a conferencia com os «Evila» não resultasse em um acordo benéfico, então eles iriam destruir a ponte, prevenindo qualquer aliança no futuro. Então, eles usariam o peso de suas forças para eliminar os «Evila» que estivessem em seu território. Foi assim que a Eveam previu a ação dos «Humas».

  • “Mas mesmo se apenas alguns poucos selecionados estiverem participando da conferencia, nós ainda temos a Eveam-sama na liderança, e também os «Cruel»s «Rank 1» e «Rank 2». Eu também ficarei por perto. Se o outro lado começar uma guerra de aniquilação, nós não somos tão fracos pra sermos mortos tão facilmente.”(Kiria)

Certo, mesmo se eles tivessem restrições no número de pessoas que eles podiam levar, eles ainda estavam levando os guarda costas mais fortes que a raça «Evila» tinha a oferecer. É inimaginável que eles perderiam se uma luta começasse.

  • “Não importa quão elite seja a força trazida de «Victorias», se aqueles heróis não estiverem lá, então não deve ser um grande problema.”(Kiria)

As palavras da Kiria foram no alvo. Não importa quanto orgulho «Victorias» colocava em seu exército, eles estavam um pouco mal quando comparados com os melhores «Evila».

  • “…Mas mandas os Heróis pra ponte significa que eles tem um esquema no qual eles não precisam deles, correto?”(Eveam)
  • “Eu imagino. Não, como eu me lembro, o local da reunião era…”(Kiria)
  • “Sim, o «Grande Templo da Oldline». É bem longe de «Victorias». A Reunião vai ser feita na «Terra Sagrada da Oldline», dentro da «Sala Sagrada» do Grande Templo.”(Eveam)
  • “Eu acredito que no passado, o Messias dos «Humas», que os salvou da calamidade, foi enterrado no solo daquela terra. Em louvor do Herói deles, eles a declararam uma «Terra Sagrada».”(Kiria)
  • “Isso mesmo. Lá, talvez devido à influencia continua daquele Herói, um poder que sela magia cobre a terra. O poder é especialmente concentrado na «Sala Sagrada» onde a reunião vai ser feita, e aparentemente, é impossível liberar qualquer poder mágico lá.”(Eveam)
  • “A razão pela qual eles escolheram aquele local foi para diminuir nosso poder, por precaução.”(Kiria)
  • “Provavelmente. Eles também disseram que eles não permitiriam a entrada de nenhum item que encorajasse a violência, como armas. Todos presentes devem estar completamente desarmados.”(Eveam)
  • “Se for lá, então massacrar todos nós… seria possível?”(Kiria)

Um pouco inquieta, Kiria fez uma pergunta.

  • “É… possível. Se um de nós tiver uma intenção hostil, e os «Humas» perceberem, eles podem… matar a todos nós”(Eveam)

Silencio continua por um momento. Aquela que o quebra é Kiria.

  • “… Você tem certeza que não seria melhor se você colocasse a conferencia em espera?”(Kiria)

Não importa como você olhe, o lado dos «Evila» estava em completa desvantagem aqui. Mesmo se suas habilidades físicas fossem maiores do que as dos «Humas», quando a habilidade de usar magia é cortada, é possível domina-los completamente com números. Como esse lado podia levar um número limitado, a área era como uma fortaleza pro lado dos humanos. Se eles simplesmente atacassem com todas suas forças juntas, era incerto se ou não eles seriam capazes de proteger a Eveam.

Mas as palavras da Kiria, as quais eram ditas por preocupação com sua mestra, foram rejeitadas por um balanço da cabeça da Eveam.

  • “Está tudo bem. Eu nunca pensei que iria ser tranquilo desde o começo. Quero dizer, nós todos estamos presos pelas correntes do passado. É como uma maldição, e aqui estamos, tentando quebra-las. É evidente que alcançar uma conclusão satisfatória será difícil, e eu entendo isso.”(Eveam)
  • “Minha suserana…”(Kiria)
  • “Mesmo assim, eu decidi. Para conquistar paz, nós precisamos formar essa aliança.”(Eveam)
  • “…”(Kiria)
  • “E até os «Humas» não devem ser completamente irracionais. Ninguém deseja que mais sangue seja derramado. Mas nós simplesmente não somos frívolos o suficiente pra confiarmos uns nos outros tão facilmente. Nós estamos apenas assustados. É por isso que é natural que nós todos preparemos varias cartas em nossas mãos.”(Eveam)

Eveam acreditava que os «Humas» desejavam uma resolução pacífica. Mas no fim, eles eram simplesmente incapazes de colocar sua confiança nos «Evila». Até que a aliança entrasse em vigor, não, mesmo por um longo, longo tempo depois daquilo, seria difícil pra ambos os lados virem a confiar um no outro.

Isso é o quão grande a escuridão desse mundo era. É por isso que é natural que eles tinham que considerar a possibilidade da discussão falhar. E quando isso acontecesse, é tivessem preparado algo que lhes dessem vantagem nas batalhas que viriam.

  • “E é por isso, pra armazenar o máximo de confiança possível, nós seguiremos sem nenhuma resistência. Nós queremos formar uma aliança. Isso é tudo que nós devemos transmitir. Se nós transmitirmos, então eles irão certamente entender. Vai dar certo. Nós faremos com que dê certo!”(Eveam)

Kiria deu um pequeno sorriso ao ver Eveam tranquilamente proferir palavras cheias com tal determinação.

  • “Como esperado de minha suserana. Então eu também, como com coração e alma, apostarei meu tudo pra hastear  as bandeiras da paz.”(Kiria)

Ela falou enquanto se prostrou em um joelho, e assumiu a pose de um confiável vassalo.

  • “Sim eu estou contando com você, Kiria. O simples fato que você, em quem eu confio mais do que qualquer outro, está do meu lado, é suficiente pra dar me esperança. Vamos trabalhar juntas para alcançar a paz!”(Eveam)
  • “Com prazer.”(Kiria)
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